A discussão sobre a adoção de um sistema eletrônico de alta precisão para diminuir as dúvidas sobre a entrada ou não da bola no gol ganhou mais força depois da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Nas quartas de final entre Inglaterra e Alemanha, o English Team foi claramente prejudicado pela não marcação de um gol legítimo de Lampard, quando o jogo ainda estava empatado em 1 a 1 (a Inglaterra acabaria derrotada por 4 a 2). O fato é que as autoridades futebolísticas mundiais estavam levando em banho-maria a questão, até que chegou a Eurocopa 2012 e o lance voltou a acontecer, ironicamente a favor da Inglaterra, no último jogo da fase de grupos, contra a Ucrânia.
Mal acabou o torneio europeu, a FIFA anunciou a utilização da bola com chip no Mundial de Clubes de 2012 no Japão, ainda em caráter experimental, extendendo seu uso também para a Copa das Confederações no Brasil em 2013 e na Copa do Mundo no Brasil em 2014.O sistema anunciado funciona de forma fácil de entender: um conjunto de sensores colocados em cada baliza identifica se a bola, equipada com chips e transmissores de rádio, ultrapassou totalmente a linha de gol, sinalizando ao árbitro através de um receptor em forma de relógio de pulso. Cada sistema implantado no estádio tem um custo variando de 150 mil a 250 mil dólares, mas esse valor pode cair à medida que o sistema for aprovado e popularizado.
