Sete membros da equipe de elite SEAL da Marinha norte-americana, incluindo um que participou da operação que matou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, foram repreendidos e multados por divulgar material confidencial para ajudar a produzir o jogo Medal of Honor: Warfighter.
Dois chefes do alto escalão de operações especiais e cinco chefes de operações especiais receberam uma reprimenda na quarta-feira por se terem envolvido na produção do jogo lançado em outubro pela Electronic Arts.
Os sete SEALs foram punidos num processo administrativo pela divulgação de informações confidenciais e por má utilização de equipamentos de comando enquanto colaboravam a equipa de desenvolvimento do jogo. Para a Danger Close Games, a produtora do mais recente capítulo da série Medal of Honor, Warfighter ficou mais realista graças à ajuda que tiveram das forças de operações especiais.
Cada SEAL recebeu uma carta punitiva de reprimenda e viu o seu salário ser cortado para metade por dois meses. Uma autoridade da Defesa disse ainda que todos os funcionários do Pentágono são obrigados a seguir a orientação do Departamento de Defesa sobre empregos externos, uma medida posta em prática para garantir "o melhor comportamento ético".
"Nós não toleramos desvios das políticas que determinam quem somos e o que fazemos como marinheiros da Marinha dos Estados Unidos", disse o almirante Garry Bonelli, vice-comandante do Comando Especial Naval de Guerra dos EUA. "As decisões de punição não-judiciais feitas hoje enviam uma mensagem clara a todos que temos e manteremos um alto padrão de prestação de contas."
A punição dos sete SEALS surge cerca de dois meses depois de o Pentágono ameaçar tomar medidas legais contra Matt Bissonnette, ex-SEAL da Marinha dos EUA, por escrever um livro não autorizado sobre o ataque de comandos que matou bin Laden em 2011.
